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A igualdade de gênero no coração do trabalho decente
Emprego juvenil: romper as barreiras de gênero para homens e mulheres jovens

GENEBRA (Notícias da OIT) – Apesar dos esforços da comunidade internacional, os estereótipos de gênero e as barreiras de emprego continuam afetando milhões de homens e mulheres jovens de todo o mundo, assinalou a Organização Internacional do Trabalho por ocasião do Dia Internacional da Juventude, que é comemorado em 12 de agosto.
Cinco anos depois de apresentar a questão das elevadas taxas de desemprego e sub-emprego de jovens, a OIT faz um apelo para que governos e interlocutores sociais prestem atenção renovada à questão, com o objetivo de impedir a crescente crise do emprego juvenil. No próximo decênio, 1 bilhão de jovens alcançarão a idade de trabalhar.

“É imprescindível que colaboremos para reforçar o potencial produtivo dos homens e mulheres jovens”, declarou Juan Somavia, Diretor-Geral da Organização Internacional do Trabalho.

As dimensões específicas do emprego juvenil variam de acordo com o gênero, a idade, a origem étnica, o nível educativo ou a formação, os antecedentes familiares, o estaudo de saúde e a deficiência, entre outros fatores. No entanto, geralmente se observa que as taxas de participação na população ativa de mulheres jovens são muito inferiores às dos homens do mesmo grupo de idade.

A igualdade no acesso a uma educação e uma formação de qualidade para meninos e meninas continua sendo o melhor ponto de partida para encontrar um trabalho decente. No entanto, inclusive nos lugares em que os níveis educativos das mulheres jovens são iguais ou superiores aos dos homens, as primeiras enfrentam mais dificuldades na transição para a vida laboral devido a uma contínua discriminação no mercado de trabalho. Além disso, quando finalmente encontram um emprego, costuma pertencer à economia informal e ser pior remunerado, o que deixa as jovens em situação de maior vulnerabilidade em relação à pobreza e a marginalização.

“Um desafio fundamental em relação ao emprego é abordar a segregação laboral dos postos de trabalho ‘masculinos’ e ‘femininos’ aceitos tradicionalmente e romper as barreiras de gênero para abrir determinadas profissões aos dois sexos”, assinala Geir Tonstol, do Departamento da OIT para Igualdade de Gênero. “Em muitos países, ainda se incentiva as mulheres jovens a receber formação em ocupações ‘femininas’ de qualificação relativamente baixa e escassamente remunerada, com poucas perspectivas de promoção, enquanto os meninos são incentivados a procurar uma formação e um emprego baseados nas tecnologias modernas que, com frequência, são melhor remunerados”.

No marco desta campanha sobre A Igualdade de Gêner no coração do Trabalho Decente, de um ano de duração, a OIT promove ativamente o emprego decente para homens e mulheres jovens em todas as regiões, fazendo questão de que, mais do que perceber o problema, a incorporação de jovens ao mercado de trabalho deve ser assumida como uma enorme oportunidade e uma fonte de possibilidades de desenvolvimento econômico e social.

Leia o trabalho "Emprego de jovens: Quebrando barreiras de gênero para homens e mulheres jovens". em inglês (pdf)

Para mais informações sobre os temas da campanha A Igualdade de Gênero no coração do Trabalho Decente, visite www.ilo.org/gender. Para mais informações sobre o trabalho da OIT em matéria de trabalho juvenil, visite www.ilo.org/youth

12.08.2008

acesso a página trabalho decente

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Título: Legislação comparada sobre o trabalho de crianças e adolescentes nos países do Mercosul / Legislación comparada: el trabajo de niños, niñas y adolescentes en los países del Mercosur

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